Descobri essa banda dinamarquesa graças às dicas do LastFM, há muito tempo atrás. Lembrei deles por qualquer razão que não saberia dizer agora, e resolvi sondar o que eles vêm produzindo. Encontrei o disco + - no Spotify, e botei na vitrolinha virtual.
O que mais me chama a atenção na banda é a fantástica tessitura do vocalista Jonas Bjerre, que consegue transitar das regiões médias às mais agudas sem aquelas explosões de esforço e berraria que caracterizam muitas vezes os cantores com baixa confiança. Ao explorar as frequências mais altas, a voz de Bjerre soa suave e delicada quando necessário, e enérgica quando ele quer, mantendo sempre um timbre agradável e personalíssimo.
Nesse álbum, além de Bjerre, muitas outras coisas são notáveis. Quando você começa ouvindo as canções na ordem proposta, as primeiras canções parecem boas canções pop, com arranjo criativo e muito colorido musical. Aos poucos, as canções se tornam mais pesadas, intensas, longas, tendendo para uma pegada mais próxima do rock progressivo, e aí que a banda revela seus maiores dons. "Water Slides", "Rows" e "Cross the River on Your Own" são grandes trabalhos em termos de sentimento, evolução melódica e bom gosto nas escolhas.
Li algumas críticas no AllMusic. Uma em particular detona este álbum, dizendo que o Mew repetiu as fórmulas dos anteriores. Escrevo com a impressão honesta de quem não ouviu os anteriores e achou este muito bom. O que me leva a crer que ficarei encantado com o que veio antes.
Concordo, em partes, com certo incômodo do crítico em relação ao excesso de eletrônica e recursos de estúdio nas primeiras faixas, mas acredito que a beleza das melodias tenha compensado essa orientação.
Vale a visita.
Tem o site da banda. O álbum está disponibilizado em streaming pelo Spotify, junto com os anteriores.
http://mewsite.com

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